Quarta-Feira, 24 de Setembro de 2008 (no Rio de Janeiro)
Quem são estes estranhos seres, os "maridos"?
Eles são simplesmente MARIDOS, em qualquer parte do mundo, em qualquer raça ou religião.
Você, queridina
- que acha que teu maridinho é o chato número 1, desarrumado, gordo, porco, alienado, desinteressado, trabalha demais, tem pouco tempo e até "meio brocha"
- que vive sonhando com outro (que no teu sonho de mulher dona-de-casa, mal-amada, estressada, entediada etc e tal) é o "tal-maravilhoso-exemplar-de-tesão-da-natureza", que te ouve, tem paciência e te entende:
Você está enganada, aquilo que voce tem em casa é, com certeza, muito melhor do que esta peça tão simpática que você conheceu e se encantou (e que até acha que se apaixonou), por ser diferente do que você tem, e é (a seu ver) mais aplicado, mais simples e sem besteiras (tudo aquilo que voce "condena" e "critica" na tua segunda-metade em casa) etc, etc, etc................
E sabe por que você se ilude?
Os maridos,como qualquer outro "partner" depois de vários anos de convivência (e isso faz parte de um casamento ou qualquer outra relação duradoura) transformam-se em vários outros modelos: viram pais, irmãos, melhores amigos, confidentes, etc e tal - e talvez menos o de papel principal: o amante, o MARIDO mesmo.
O outro, o tal sonho, isso permanece só no sonho mesmo, pois se você ficasse alguns anos com ele, ele se transformaria na mesma coisa que você já conhece de cor, e tudo cairia na mesma rotina de sempre, pois não há nada que possa fazer tudo piorar que o dia-a-dia. E o tal tesão de início por esta pessoa, ficaria cotidiano, igual a tudo que você já conhece e que nem aprecia e não valoriza.
Ou seja, você iria cair na mesma situação novamente. Valeria a pena todo este esforço mais uma vez?
Eu, pessoalmente, acho que não, pois nem me seria interessante, e porque nem mesmo precisaria.
Eu conheci meu marido há 22 anos. Eu tinha, nesta época, 31 anos, ele 23.
Estamos casados há 20 anos.
Não posso dizer que tudo é (foi) sempre cor-de-rosa - isto não seria normal.
Mas sempre o amei e irei de amá-lo sempre, não só por ele ser como ele é, mas também porque formei compromissos com ele: família, filhos, amizade, negócios...
E também porque o admiro, como pessoa.
E também porque confio nele e sempre hei de confiar.
Pois isto faz parte dos compromissos que fiz com meu "marido"
E isso é o que conta.
OBS: Isso vale também para "Mulheres", ou seja toda esta estória ao contrário (escrita e interpretada por homens)
Nós:

Maridinho:


Brega
(dando sorriso verde...)